Como conduzir um carro elétrico: dicas para economizar a autonomia

Ekonomista
Por Ekonomista 10 Setembro 2020  •  6 Minutos
Não sabe como conduzir um carro elétrico para otimizar a sua autonomia? Temos 10 dicas essenciais para quem conduz um elétrico. Conheça-as neste artigo.

 

Quando se fala em carros elétricos levantam-se automaticamente uma série de questões. Neste artigo, iremos responder a uma das perguntas mais frequentes “como conduzir um carro elétrico?”. 

 

Conduzir um carro elétrico é bastante simples.

 

Em primeiro lugar, estes veículos vêm equipados com caixas de transmissão automática, pelo que o processo de condução é considerado mais simples que o de um veículo com transmissão manual.

 

Em segundo lugar, o poder de aceleração de um veículo elétrico é superior ao de um veículo tradicional, pois é impulsionado por energia elétrica.

 

Finalmente, a tecnologia destes veículos não é um quebra-cabeças, muito pelo contrário, pois foi criada com o propósito de proporcionar uma ótima experiência de condução, sem nunca negligenciar a segurança dos ocupantes do veículo.

 

A autonomia continua a ser um dos grandes receios de quem pondera adquirir um veículo elétrico. Contudo, estes veículos já apresentam autonomias bastante elevadas, quando comparadas com os primeiros modelos. 

 

Para além disso, a autonomia destes veículos pode ser preservada se forem aproveitados todos os sistemas de apoio à condução disponíveis nestes veículos.

 

Para esclarecer qualquer dúvida ou receio relacionados com a condução de um destes veículos, criamos uma lista com 10 dicas sobre como conduzir um carro elétrico.

 

Depois de ler este artigo, terá mais conhecimentos sobre o funcionamento dos veículos elétricos, sobre a sua tecnologia, e vai, certamente, ficar com menos receios sobre a sua autonomia.

 

Como conduzir um carro elétrico para poupar energia

 

 

1. Aceleração suave

 

Como referido no início deste artigo, a aceleração dos veículos elétricos é imediata, ao contrário dos veículos tradicionais, uma vez que o binário máximo está disponível desde o arranque.

 

Assim, não é preciso carregar a fundo no pedal do acelerador para sentir o veículo a atingir velocidades elevadas em poucos segundos. Um simples toque suave permite arrancar com o veículo a uma velocidade razoável.

 

É precisamente assim que deve arrancar com o veículo elétrico, e é assim que o deve tentar conduzir. Quanto menos pressionar o acelerador, menos energia consome.

 

Claro que existem situações em que é necessário carregar a fundo no pedal, mas essas situações devem ser excecionais de forma a preservar a autonomia do veículo.

 

A palavra chave é então: moderação. A aceleração deve ser usada com moderação, não só no arranque, mas ao longo de todo o trajeto. Acelerações progressivas sem ser necessário carregar demasiado no acelerador, ajudam a preservar a autonomia dos veículos elétricos.

 

2. Condução defensiva

 

Um aspeto intrinsecamente ligado à moderação é a condução defensiva. Independentemente do veículo conduzido, devem sempre ser antecipadas algumas situações.

 

Se o veículo da frente começa a travar, é expectável que tenhamos também que travar. Por isso, não devemos carregar no acelerador se anteciparmos que teremos que carregar no travão logo de seguida.

 

No caso dos veículos tradicionais, estaremos a consumir mais combustível desnecessariamente. No caso dos veículos elétricos estaremos a consumir mais energia elétrica, também desnecessariamente.

 

Da mesma maneira, se anteciparmos uma descida, ou até uma paragem, não é eficiente carregarmos no acelerador.

 

Deve ainda manter-se atento ao ambiente circundante para conseguir antecipar as manobras dos outros condutores.

 

A condução defensiva é, tal como a aceleração, essencial para preservar a autonomia dos veículos elétricos, nomeadamente, devido ao sistema de travagem regenerativo e presente nestes veículos.

 

3. Aproveitar as descidas

 

Se não carregar no acelerador é algo positivo, aproveitar as descidas para não carregar no acelerador é ainda mais positivo.

 

E os veículos elétricos apresentam uma outra vantagem: o sistema de travagem regenerativa.

 

Este sistema aproveita a velocidade do veículo (energia cinética) para impulsionar o motor elétrico e este, por sua vez, enviar energia à bateria elétrica. Isto significa que, para além de preservar a energia do automóvel, é possível ainda carregar o automóvel em andamento.


Aproveitar as vantagens deste sistema ao utilizá-lo corretamente, significa ver a autonomia do veículo a aumentar.

 

4. Vários níveis do sistema de travagem regenerativa

 

Alguns veículos elétricos, como é o caso do KAUAI Electric ou do IONIQ Electric, estão já equipados com diferentes níveis de sistema de travagem regenerativa.

 

Se optar pelo nível de regeneração mais elevado, sempre que levantar o pé do acelerador vai sentir uma maior redução da velocidade e, da mesma forma, será maior a quantidade de energia regenerada.

 

Este sistema é vantajoso de duas formas: 

 

  1. permite a regeneração da energia elétrica
  2. permite evitar usar tantas vezes os travões, preservando-os e evitando custos de manutenção mais elevados com os mesmos

 

Assim, se estiver a chegar ao final da sua viagem, ou se prevê uma travagem mais à frente, acionar o nível de travagem regenerativa mais elevado vai permitir uma maior captação de energia por parte do motor e bateria elétricos.

 

5. Utilizar o modo de condução económico

 

Tal como os veículos tradicionais, também os veículos elétricos têm um modo de condução económico.

 

Embora veja a potência limitada, se o objetivo for preservar energia e autonomia, deve optar por circular neste modo de condução.

 

6. Moderar a velocidade

 

Semelhante aos carros a combustão, quanto maior a velocidade de circulação, maior será o consumo de combustível. Neste caso, de energia elétrica.

 

Por vezes, um aumento ou diminuição de 20 km/h pode fazer uma grande diferença na autonomia de um veículo elétrico.

 

Para preservar a autonomia, deve sempre tentar circular em velocidades moderadas. A grande vantagem dos carros elétricos é que conseguem controlar este gasto muito facilmente através dos computadores de bordo.

 

7. Carregar a bateria de forma correta

 

Hyundai KAUAI a carregar num posto de carregamento

 

A bateria dos veículos elétricos deve ser carregada em postos de carregamentos normais, e apenas esporadicamente em postos de carregamento rápidos. Além disso, não deve ser carregada até atingir os 100% de bateria, mas sim ficar-se pelos 80%.

 

Estas dicas permitem preservar a vida útil da bateria. Com o passar dos anos, tal como os motores a combustão, a bateria vai-se desgastando e perdendo capacidade. 

 

Se carregar a bateria da forma correta e seguir as restantes recomendações que permitem preservar a vida útil bateria, conseguirá também preservar a autonomia da bateria.

 

8. Otimizar a utilização do ar condicionado

 

O ar condicionado do automóvel utiliza a bateria elétrica como fonte de energia. Nesse sentido, este equipamento vai consumir energia que poderia ser utilizada na condução, contribuindo para a diminuição da autonomia.

 

No entanto, este consumo energético é significativo, essencialmente, no momento em que liga o AC para aquecer ou arrefecer o carro porque é quando precisa de mais energia. E para estas situações, há duas soluções incríveis:

 

  1. ligar o ar condicionado enquanto o veículo ainda se encontra em carregamento: é totalmente seguro e não danifica o carro, nem a bateria. Aliás, se tiver o carro a carregar até o pode programar a climatização do mesmo através do smartphone. Assim, quando chegar ao carro, este já está à temperatura ideal para si;
  2. utilizar o aquecimento dos bancos: o ar condicionado gasta mais energia elétrica para aquecer o carro do que para arrefecer. Como tal, nos tempos frios pode utilizar este sistema em alternativa ao AC, caso o automóvel esteja equipado com este sistema, pois consome menos energia.

 

Relativamente a este ponto, sempre que possível climatize o carro antes de arrancar enquanto ele se encontra ligado à corrente elétrica. Pois, a partir dos minutos iniciais, o consumo energético será bastante inferior.

 

9. Verificar a pressão dos pneus

 

Para garantir que o veículo se encontra nas melhores condições possíveis, deve verificar com frequência a pressão dos pneus. Tal como nos carros tradicionais, os pneus afetam a segurança e consumo do carro.

 

Para além de garantir a segurança do veículo, estará a evitar gastos excessivos de energia, já que pneus com demasiada ou pouca pressão alteram os valores de consumo dos veículos, nomeadamente dos elétricos.

 

10. Dias descontraídos vs planeamento de trajeto

 

Esta é uma dica sobretudo para os dias em que o tempo não é um problema. Onde essencialmente queremos nos deslocar do ponto A ao ponto B, com calma, tranquilidade e da forma mais económica.

 

Já fomos vendo ao longo de vários artigos, que é possível realizar um dia a dia normal com um carro elétrico, ao mesmo tempo que se poupa financeiramente. No entanto, esta poupança pode ainda ser mais otimizada.

 

O que é que queremos dizer com isto? Pense que os caminhos mais rápidos ou mesmo curtos nem sempre são os que permitem uma maior poupança de energia elétrica. Tomemos como exemplo os seguintes cenários:

 

  • a condução numa estrada nacional, a velocidades moderadas e constantes, pode ser mais eficiente que conduzir numa autoestrada a velocidades um pouco superiores, mesmo que ao longo de menos quilómetros;
  • conduzir numa estrada que tem uma subida íngreme por 2km, pode significar um gasto superior a uma condução numa estrada plana durante 3 ou 4km.

 

Este tipo de gestão pode permitir ao condutor chegar ao mesmo destino, gastando um percentagem de bateria / energia bastante inferior.

 

Conclusão

 

Como pode ver, os carros elétricos cruzam-se com os carros a combustão em vários pontos. No entanto, os elétricos apresentam algumas vantagens que os carros tradicionais não conseguem.

 

Ao longo do artigo foram mencionados alguns comportamentos que nos carros tradicionais (a combustão) permitem poupar combustível.

 

Porém, nos elétricos, se forem bem conduzidos, estes comportamento não só permitem poupar energia, como ainda permitem regenerar energia que já tinha sido gasta. 

 

Para além disso, estes comportamentos permitem também reduzir os custos com manutenção, como é o caso do sistema de travagem regenerativa, que poupa os travões a um uso tão elevado.

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